Agência terá “semáforo” para medir qualidade do serviço de água e esgoto

A AGEREG (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande)  estabeleceu critérios de avaliação do sistema de abastecimento de água e esgoto prestado na Capital. Por meio de indicadores definidos pelo SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), a entidade vai propor um “semáforo” para medir a qualidade do serviço. Conforme resolução, publicada na edição desta sexta-feira (17) do Diogrande (Diário Oficial do município), a avaliação será baseada nas informações desagregadas no SNIS. Serão mensurados itens como universalização do tratamento de esgoto, índice de perdas de distribuição e até incidência de coliformes na água. Na avaliação estática, o valor de cada indicador de qualidade obtido será comparado com os valores de referência e receberá classificação de acordo com a cor, em que o verde sinaliza resultados satisfatórios, com pleno atendimento aos valores de referência e dentro dos padrões esperados. O amarelo indica valores moderados, que inspiram atenção por parte do prestador de serviço, ao passo que o vermelho aponta para valores insatisfatórios ou fora dos valores de referência. Na modalidade de avaliação dinâmica, o valor de cada indicador no ano de referência será comparado com o índice obtido no ano anterior, e receberá classificação de acordo com a evolução – melhora, estabilidade ou piora. A AGEREG vai publicar os resultados das avaliações em seu site. Os resultados obtidos poderão subsidiar certificação dos marcos contratuais do contrato de concessão com a Águas Guariroba, responsável pelo serviço de abastecimento e água e tratamento de esgoto em Campo Grande. FONTE: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/agencia-tera-semaforo-para-medir-qualidade-do-servico-de-agua-e-esgoto

Dois milhões de pessoas não têm coleta de esgoto na Região Metropolitana de SP, diz estudo

Um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil mostra que 2 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo não possuem coleta de esgoto em casa. Na plataforma “Painel Saneamento Brasil”, lançada nesta terça-feira (29), é possível consultar os números sobre fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto por cidade e região do país. Os dados são referentes ao ano de 2017. Segundo o instituto, das 21 milhões de pessoas que vivem na Região Metropolitana de São Paulo, 283 mil não possuem acesso à água encanada. Em 2017, foram realizadas 6 mil internações por causa de doenças relacionadas a problemas sanitários, com registro de 139 mortes. O principal objetivo do painel é facilitar o acesso a informações e conscientizar o poder público sobre a importância do saneamento básico. Segundo o Trata Brasil, investir em coleta e tratamento significa economizar em Saúde. O instituto estima que o estado de São Paulo economizaria R$ 84 bilhões em 20 anos se o acesso fosse universal. Na comunidade Vietnã, na Vila Santa Catarina, Zona Sul de São Paulo, vivem cerca de 1300 famílias. O lugar é um labirinto de vielas onde cada casa joga seu esgoto no cimento ou em sua maior parte direto no córrego água espraiada. “As pessoas estão morando aqui porque não têm para onde ir. Acabam voltando para o mesmo local. As pessoas não estão morando aqui porque querem, e sim por necessidade”, diz a líder comunitária Célia Batista. O esgoto e o lixo prejudicam a saúde. Gregori Souza tem um bebê de um ano que já ficou doente. “Deixei ele brincando aqui e deu doença de pele nele”, diz o lavrador. Segundo a Sabesp, o estado não tem orçamento para as desapropriações nem para construir novas unidades habitacionais. O jeito é pensar numa solução alternativa. “Nós temos um desafio enorme, despoluir o Rio Pinheiros até 2022. Nós vamos implantar redes coletoras, vamos trazer o benefício. Onde não for possível fazer o coletor tronco por causa da ocupação irregular das habitações, nós vamos construir pequenas usinas de tratamento de esgoto e fazer pequenos tratamentos”, diz o diretor metropolitano da Sabesp Paulo Yoshimoto. Para o Instituto Trata Brasil, é fundamental investir em saneamento para tirar a Região Metropolitana do atraso. “Aquilo que a gente sente falta de saneamento é urbano. Não é uma poluição que vem da indústria, é uma poluição que vem da falta de cobertura de coleta de esgoto e da falta de tratamento de nas residências. A única maneira de a gente corrigir essas deficiências e melhorar a qualidade de vida é coletando e tratando o esgoto”, diz Fernando de Freitas, pesquisador do Instituto Trata Brasil. Em nota, a Sabesp disse que vai investir quase R$ 19 bilhões até o fim de 2022 para que todo o esgoto das cidades onde a empresa atua seja coletado e tratado. A companhia também disse que nessas cidades todo mundo já tem acesso à água. Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/10/29/dois-milhoes-de-pessoas-nao-tem-coleta-de-esgoto-na-regiao-metropolitana-de-sp-diz-estudo.ghtml

Austrália pretende detectar propagação do coronavírus no esgoto não-tratado

Pesquisadores da Austrália disseram nesta quinta-feira (16) que pretendem fazer testes no esgoto para identificar a presença de coronavírus no material, o que indica quais comunidades estão em risco. Houve um piloto regional bem sucedido. Esse primeiro ensaio, feito em conjunto por um órgão de ciências do governo conhecido pela sigla Csiro e pela Universidade de Queensland, será desenvolvido para criar um sistema de vigilância. Com base nele, as autoridades vão tomar decisões a respeito de confinamento da população. Austrália e Nova Zelândia registraram o menor número de casos em quase três semanas O novo projeto usa um sistema já existente das autoridades que investigam crimes. Elas analisam água de descargas para identificar se há presença de drogas ilícitas em cidades australianas. No teste, conduzido na região de Queensland, os cientistas conseguiram detectar um fragmento do gene do Sars-Cov-2 no esgoto não tratado. Se for empregado em larga escala, esse teste pode servir para calcular o número de pessoas infectadas em uma região sem testar cada um dos indivíduos, de acordo com o Csiro. Na Austrália, milhares de pessoas são testadas da maneira convencional. O diretor de ciência de água e terra da Csiro, Paul Bertsch, disse que o projeto vai ajudar o governo a flexibilizar o confinamento por detectar as áreas que são problemáticas. Os moradores de regiões que não têm o Sars-Cov-2 no esgoto poderão sair. Rastros do Sars-CoV-2 pode aparecer nas fezes dentro de três dias após a infecção – bem antes do desenvolvimento de sintomas graves. Transmissão por fezes e urina ainda não está comprovada, segundo uma pesquisa publicada pela revista Nature. Os pesquisadores que publicaram o artigo encontraram vestígios do vírus em esgotos da Holanda, Estados Unidos e Suécia. Embora não haja comprovação de que o Sars-CoV-2, o novo coronavírus, possa contaminar pela urina ou fezes, a análise de águas residuais – que passa pelo sistema de drenagem até uma estação de tratamento – é uma maneira de os pesquisadores rastrearem doenças infecciosas e pode dar às autoridades uma vantagem para determinar medidas de bloqueio. Estudos mostraram que o Sars-CoV-2 pode aparecer nas fezes dentro de três dias após a infecção – muito antes das duas semanas, em média, que os pacientes infectados levam para desenvolver sintomas graves e obterem um exame diagnóstico oficial. “Sete a dez dias podem fazer muita diferença na gravidade desse surto”, diz Tamar Kohn, virologista ambiental do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne. A microbiologista Gertjan Medema, do KWR Water Research Institute em Nieuwegein, na Holanda, afirma que uma estação de tratamento de esgoto pode capturar resíduos de mais de um milhão de pessoas, incluindo quem está com sintomas leves ou são assintomáticos. Só os serviços não-essenciais estão funcionando no país. Aglomerações de mais de duas pessoas são razão para multas. As medidas restritivas ajudaram a interromper as infecções. A Austrália tem 63 mortes e pouco mais de 6.400 infectados, segundo a universidade Johns Hopkins. Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/16/australia-pretende-detectar-propagacao-do-coronavirus-no-esgoto-nao-tratado.ghtml

Abastecimento de Água e o COVID-19

Água potável, água de lazer e águas residuais: o que você precisa saber: O vírus COVID-19 pode se espalhar pela água potável? O vírus COVID-19 não foi detectado na água potável. Os métodos convencionais de tratamento de água que usam filtragem e desinfecção, como os da maioria dos sistemas municipais de água potável, removem ou inativam o vírus que causa o COVID-19. O vírus COVID-19 pode se espalhar por piscinas e banheiras de hidromassagem? Não há evidências de que o COVID-19 possa ser transmitido aos seres humanos através do uso de piscinas e banheiras de hidromassagem. A operação, manutenção e desinfecção adequadas (por exemplo, com cloro e bromo) de piscinas e banheiras de hidromassagem devem remover ou inativar o vírus que causa o COVID-19. O vírus COVID-19 pode se espalhar pelos sistemas de esgoto? O CDC está revisando todos os dados sobre a transmissão COVID-19 à medida que as informações se tornam disponíveis. Atualmente, o risco de transmissão do vírus que causa o COVID-19 através de sistemas de esgoto é baixo. Embora a transmissão do COVID-19 por esgoto possa ser possível, não há evidências até o momento de que isso tenha ocorrido. Esta orientação será atualizada conforme necessário à medida que novas evidências forem avaliadas. O SARS, um vírus semelhante, foi detectado em esgotos não tratados por até 2 a 14 dias. No surto de SARS de 2003, houve transmissão documentada associada pelo esgoto. Os dados sugerem que as práticas padrão de cloração do sistema de águas residuais municipais são suficientes para desativar o Coronavírus (COVID-19), desde que as concessionárias monitorem o cloro disponível durante o tratamento. Os trabalhadores de águas residuais e esgotos devem usar práticas padrão, praticar precauções básicas de higiene e usar equipamento de proteção individual (EPIs), conforme prescrito para as tarefas de trabalho atuais. Os trabalhadores de águas residuais devem tomar precauções extras para se proteger do vírus COVID-19? As operações da estação de tratamento de águas residuais devem garantir que os trabalhadores sigam práticas de rotina para evitar a exposição às águas residuais. Isso inclui o uso de controles administrativos e de engenharia, práticas de trabalho seguras e EPIs normalmente necessários para tarefas de trabalho ao manusear águas residuais não tratadas. Não são recomendadas proteções adicionais específicas para COVID-19 para os funcionários envolvidos nas operações de gerenciamento de águas residuais, incluindo aquelas em instalações de tratamento de águas residuais.

O que sabemos sobre o Coronavírus (COVID-19) e o tratamento da água

Atualmente, não há evidências de que o coronavírus sobreviva aos processos de desinfecção para o tratamento de água potável e efluentes. Não são recomendadas proteções específicas para o coronavírus para os funcionários envolvidos no gerenciamento de águas residuais além das práticas de segurança padrão. O setor de água continua seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde, Centros de Controle e Prevenção de Doenças e autoridades estaduais e locais de saúde. Durante esses tempos difíceis, queremos esclarecer o que sabemos sobre o Coronavírus (COVID-19) e o tratamento da água.  As obrigações do setor de tratamento de água potável e efluentes com o público e nossa força de trabalho não são suspensas quando novos contaminantes entram em nossos sistemas. Seguimos a melhor ciência disponível e tomamos decisões para proteger a saúde pública e ocupacional. Organizações como o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram orientações com base no que o Coronavírus, SARS, H1N1 ou outros vírus, poderiam sobreviver na água, apesar de ainda não ser encontrado como um vírus vivo em águas residuais ou superficiais. Embora a pesquisa demonstre que o coronavírus tem o potencial de permanecer viável em ambientes aquáticos por horas a dias, muitos desses estudos também mostraram que as práticas de desinfecção de água e efluentes (cloro / cloramina, ácido peracético ou irradiação ultravioleta) protegem com eficácia comprovada a saúde pública. O setor de serviços públicos de água está aqui para garantir que a água continue fluindo e permaneça segura e que você possa lavar as mãos sem temer o Coronavírus. Continuaremos a confiar na ciência como nosso guia e compartilharemos o conhecimento atual com você.

Água e o Coronavírus (COVID-19)

Com a crescente preocupação internacional sobre o Coronavírus (COVID-19), as concessionárias de água podem ter dúvidas sobre os possíveis impactos em suas operações e como responder às perguntas dos clientes sobre segurança da água. Os profissionais de água e esgoto também podem ter dúvidas sobre o potencial de exposição ao COVID-19 no local de trabalho. Em uma página de perguntas frequentes para profissionais de saúde, o CDC inclui o seguinte:  P: “O que as empresas de gerenciamento de resíduos precisam saber sobre águas residuais e esgotos provenientes de um estabelecimento de saúde ou comunidade com um paciente conhecido do COVID-19 ou uma pessoa sob investigação (PUI)?” R: Os resíduos gerados no atendimento de pacientes com COVID-19 confirmado não apresentam considerações adicionais para a desinfecção de águas residuais. O Coronavírus é suscetível às mesmas condições de desinfecção em ambientes comunitários e de saúde que outros vírus; portanto, espera-se que as condições atuais de desinfecção nas instalações de tratamento de águas residuais sejam suficientes. Isso inclui condições para práticas como oxidação com hipoclorito (ou seja, alvejante à base de cloro) e ácido peracético, além de inativação usando irradiação UV. P: “Os trabalhadores de águas residuais e esgotos precisam de alguma proteção adicional ao lidar com resíduos não tratados da área da saúde ou da comunidade com pacientes infectados pelo COVID-19” R: Os trabalhadores de águas residuais devem usar práticas padrão, incluindo precauções básicas de higiene e usar os EPIs recomendados, conforme prescrito para suas tarefas de trabalho atuais, ao manusear resíduos não tratados. Não há evidências que os funcionários das estações de tratamento de efluentes precisem de proteções adicionais em relação ao COVID-19.

Água, saneamento, higiene e gestão de resíduos para combater o COVID-19

Essas orientações provisórias complementam os documentos de prevenção e controle de infecção resumindo quais são as orientações sobre água, saneamento e resíduos de serviços de saúde relevantes para vírus, incluindo o coronavírus. Destina-se à profissionais e prestadores de serviços de água e saneamento e prestadores de serviços de saúde que desejam saber mais sobre os riscos e práticas sobre água, saneamento e higiene (lavagem). O fornecimento de saneamento, de água segura e de condições higiênicas é essencial para proteger a saúde humana durante surtos de doenças infecciosas, incluindo o surto do COVID-19 (coronavírus).  Garantir boas práticas de gerenciamento de lavagem e resíduos nos mercados, escolas, comunidades e nos centros de assistência médica ajudará a impedir a transmissão por contato humano do COVID-19. As informações mais importantes sobre lavagem e o vírus COVID-19 estão resumidas aqui. A frequente e adequada higiene das mãos é uma das medidas mais importantes que podem ser usadas para prevenir a infecção pelo vírus COVID-19. Os profissionais de lavagem devem trabalhar para permitir uma higiene das mãos mais frequente e regular, melhorando as instalações e usando técnicas comprovadas de mudança de comportamento. Muitos co-benefícios serão alcançados gerenciando com segurança os serviços de água e saneamento e aplicando boas práticas de higiene. Atualmente, não há evidências sobre a sobrevivência do vírus COVID-19 em água potável ou esgoto. A morfologia e a estrutura química do vírus COVID-19 são semelhantes às de outros vírus humanos para os quais existem dados sobre a sobrevivência no meio ambiente e medidas eficazes de inativação. Este documento é baseado em evidências com orientações sobre como se proteger contra vírus no esgoto e na água potável. Este documento será atualizado à medida que novas informações estiverem disponíveis. Transmissão do COVID-19 Existem duas principais rotas de transmissão do vírus COVID-19: contato e respiratório. Gotas respiratórias são geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Qualquer pessoa que esteja em contato próximo com alguém com sintomas respiratórios (espirros, tosse) corre o risco de ser exposta a gotículas respiratórias potencialmente infectadas. As gotas também podem pousar em superfícies onde o vírus pode permanecer viável. O ambiente imediato de um indivíduo infectado pode servir como fonte de transmissão (transmissão por contato). A persistência do COVID-19 em água potável, fezes, esgoto e em superfícies Embora seja possível na presença de água potável, não há evidências de existência de coronavírus em fontes de água superficial ou subterrânea ou de transmissão de água contaminada. Embora não haja evidências até o momento sobre o vírus COVID-19 na água ou no esgoto, é provável que o vírus se torne inativado significativamente mais rápido do que os vírus ésteres humanos não envelopados com transmissão conhecida pela água. Não é certo o período em que o vírus que causa o COVID-19 sobrevive nas superfícies, mas parece se portar como outros vírus. Mantendo os abastecimentos de águas seguros O vírus COVID-19 não foi detectado no suprimento de água potável e, com base nas evidências atuais, o risco para o suprimento de água é baixo. Estudos laboratoriais de coronavírus substitutos, em locais bem controlados, indicam que o vírus pode permanecer infeccioso na água contaminada com fezes por dias e até semanas. Várias medidas podem ser tomadas para melhorar a segurança da água, começando com a proteção da fonte ou tratando a água no ponto de coleta, consumo, distribuição e garantir que a água tratada seja armazenada com segurança em casa em recipientes regularmente limpos e cobertos. Gerenciamento seguro de águas residuais e resíduos fecais Não há evidências de que o vírus COVID-19 tenha sido transmitido através de sistemas de esgoto com ou sem tratamento de efluentes. Como parte de uma política integrada de saúde pública, o sistema de esgoto deve ser tratado em obras centralizadas de tratamento de águas residuais bem projetadas e bem gerenciadas. Cada estágio do tratamento resulta na redução adicional do risco potencial uma lagoa de estabilização de resíduos é geralmente considerada uma tecnologia prática e simples de tratamento de águas residuais, particularmente adequada para destruir patógenos, pois tempos de retenção relativamente longos combinados à luz solar, níveis elevados de pH e outros fatores servem para acelerar a destruição de patógenos. Lavagem em ambientes de cuidados de saúde Práticas para a higiene das mãos A higiene das mãos é extremamente importante. Limpando as mãos com água, sabão e álcool em gel deve ser algo repetido diversas vezes durante o dia. Se as mãos não estão visivelmente sujas, é recomendado passar álcool em gel usando a técnica apropriada. Quando as mãos estão visivelmente sujas, elas devem ser lavadas com água e sabão por 40-60 segundos usando as técnicas apropriadas. Saneamento e encanamento As pessoas com suspeita ou confirmação do vírus COVID-19 devem receber seu próprio banheiro ou latrina com uma porta que se fecha para separá-lo do quarto do paciente. Os vasos sanitários com descarga devem funcionar adequadamente e ter purgadores de drenagem em funcionamento. Quando possível, o banheiro deve ser lavado com a tampa abaixada para evitar respingos de gotículas e nuvens de aerossol. Se não for possível fornecer banheiros separados, o banheiro deve ser limpo e desinfetado pelo menos duas vezes ao dia por um limpador treinado que usa EPI (avental, luvas, botas, máscara e óculos). Banheiros e manuseio de fezes É essencial realizar a higiene das mãos quando houver suspeita ou contato direto com fezes. Se o paciente não puder usar uma latrina, os excrementos devem ser coletados em uma fralda ou em um leito limpo e, imediatamente e cuidadosamente descartados em um banheiro ou latrina separados, usados apenas em casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. Em todos os estabelecimentos de saúde, incluindo aqueles com casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, as fezes devem ser tratadas como um risco biológico e manuseadas o mínimo possível. Práticas de limpeza Os procedimentos recomendados de limpeza e desinfecção para instalações de saúde devem ser seguidos de forma consistente e correta. A roupa deve ser lavada e as superfícies em todos os ambientes em que os pacientes com COVID-19 recebem cuidados devem ser limpos pelo

Brasil não cumprirá meta de universalização do esgoto no prazo

Plansab tem meta de universalizar acesso à rede de esgoto até 2033, mas, no ritmo atual, isso só será possível em 2050 – pesquisa informa que 100 milhões ainda não têm o serviço básico Na assinatura do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), em 2010, ficou estabelecido que os municípios brasileiros deveriam cumprir as metas de universalização dos serviços de saneamento, como rede de esgoto e água tratada, à população até 2033. Este objetivo, contudo, está longe de ser alcançado, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à rede de fornecimento de quase potável e quase 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto regular – praticamente metade de toda população do país. E de todo esgoto produzido no Brasil, apenas 45% é tratado. O resultado é sensível para quem vive nos locais sem saneamento básico. Dos 5,570 municípios brasileiros, 34,7% (1.935) registram epidemias ou endemias relacionadas à deficiência do serviço – por exemplo, diarreias, verminoses, hepatite A, leptospirose e esquistossomose, entre outras. E os moradores destes locais ganham salários 85% menores que a população com acesso a água, coleta e tratamento de esgotos. “A meta para 2033 não vai ser alcançada, é impossível. Isso gera impacto social na saúde da população. Uma das principais formas de poluição dos corpos hídricos nas áreas urbanas é falta de coleta e tratamento de esgoto”, disse Ilana Figueiredo, especialista em infraestrutura da CNI, em entrevista ao portal G1. O que o Brasil precisa fazer para chegar perto da meta? Entre os anos de 2010 (data da assinatura do Plansab) até 2017, o Brasil gastou R$ 1,1 bilhão somente com internações hospitalares por Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado (DRSAI). Isso representa um custo anual de R$ 140 milhões aos cofres públicos, resultado do não investimento em saneamento básico. Por outro lado, afirma o estudo da CNI a partir das informações fornecidas pelas companhias privadas de saneamento, que a cada R$ 1 investido, há retorno de R$ 2,50 no setor produtivo, além de melhora na saúde da população. Entre os índices que apresentam melhora estão queda da mortalidade infantil, redução da incidência de doenças como diarreia e vômitos, e diminuição dos gastos com médicos, internações e medicamentos. Desde 2010, o investimento anual médio no setor foi de R$ 13,6 bilhões. Para chegar à meta da universalização em 2033 será necessário ampliar em 62% o volume de investimentos, e atingir o patamar de R$ 21,6 bilhões anuais. “Caso sejam mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização dos serviços será atingida apenas após 2050, com cerca de 20 anos de atraso”, alerta a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg. Fonte: Juntos Pela Água.

Dia Mundial da Água – 22 de Março

O Dia Mundial da Água tem como objetivo promover conscientização sobre a relevância da água para a nossa sobrevivência e de outros seres vivos. Além disso, a data é um momento para lembrar a importância do uso sustentável desse recurso e a urgente necessidade de conservação dos ambientes aquáticos, evitando poluição e contaminação. Nós da AcquaBrasilis prezamos pela valorização da sua água.  A responsabilidade ambiental, além de ser regulamentada por Lei, é exigida e cobrada pela própria sociedade. Incorporar a sustentabilidade, através de uma economia verde, é o que leva a AcquaBrasilis para um novo nível de valor e conceito, conquistando destaque e diferenciação no seu mercado de atuação. A AcquaBrasilis é pioneira e especialista em sistemas de tratamento de água e esgoto. Fornecemos desde o projeto até a instalação e operação de uma estação de tratamento, ou seja, desenvolvemos um projeto por completo para sua empresa, acompanhamos cada etapa com profissionalismo e a expertise de mais de 18 anos no mercado.

Estudo pretende elaborar protocolo para o tratamento de esgoto da várzea amazônica

A pesquisa engloba o ODS 6 da ONU, que pretende até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos. Esse é o 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), e é um dos objetivos de uma pesquisa de doutorado com foco em tecnologia de tratamento de esgoto para áreas alagáveis em comunidades ribeirinhas na Amazônia. O estudo conduzido por João Paulo Pedro Borges, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (GPIDATS), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, busca aplicar tecnologias para tratamento de esgoto nas comunidades ribeirinhas e visa entender como as populações participam do processo e se apropriam do sistema. ‘Alagar’ é um verbo muito conhecido no interior amazonense. Por mais que em muitas regiões do Brasil possa ser sinônimo de prejuízo e descaso, em área de várzea, ecossistema amazônico alagável, alagamentos são a realidade (por cerca de seis meses no ano) de milhares de ribeirinhos e indígenas que vivem em comunidades da região, como a comunidade Santa Maria, onde está sendo aplicada a pesquisa. Como muitas do interior da Amazônia, na comunidade a defecação acontece a céu aberto. O projeto viabilizou três sistemas de tratamento de esgoto, que funcionam com auxílio da água que vem do rio Solimões. A tecnologia contempla seis famílias que fazem parte da comunidade Santa Maria, localizada na Ilha do Tarará, no entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. A comunidade tem cerca de 30 famílias está localizada há aproximadamente 20 minutos de voadeira, embarcação movida a motor de popa. Ao final do estudo espera-se elaborar um protocolo para o tratamento de esgoto para o ecossistema como um instrumento de política pública regionalizada, e uma proposta orientativa para órgãos governamentais. Como funcionam os sistemas A tecnologia de tratamento de esgoto instalada como parte da pesquisa é um arranjo de unidades de tratamento composto por dois tanques sépticos, filtro anaeróbio e sumidouro, que recebe os dejetos dos vasos sanitários de até três residências simultaneamente, sendo considerados semicoletivos. O sistema foi projetado para resistir ao período da cheia. O pesquisador ainda deve avaliar a adequabilidade do sistema durante a enchente. Pesquisa-ação O método utilizado pelo projeto foi o da pesquisa-ação, uma estratégia de pesquisa que é concebida e realizada para resolver um problema coletivo. Nela, o pesquisador e os participantes, no caso os comunitários, se envolvem no processo de modo cooperativo. “Esse método prevê um núcleo de pesquisa, ou seja, atores que tem relação e que podem estar envolvidos no processo”, destaca o pesquisador, que realiza o estudo com apoio do bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Cássio Augusto da Silva Oliveira. Além dos pesquisadores, outros membros fazem parte do núcleo, como moradores da comunidade Santa Maria e secretarias diversas da Prefeitura Municipal de Tefé. Para viabilização da pesquisa, desde o início de 2019 foram realizadas reuniões com representantes de órgãos municipais para sugestão de áreas que atendessem aos critérios estabelecidos pelo projeto. Em seguida, ocorreram reuniões com os comunitários de Santa Maria para autorização e aplicação da pesquisa. O processo de seleção das famílias que seriam contemplados com os sistemas de tratamento foi participativo, e após discussões os próprios comunitários decidiram priorizar as famílias que possuíam idosos e pessoas com deficiência. Participação social de comunidade O pesquisador destaca que a participação social de comunidade foi muito relevante para o desenvolvimento do projeto, que inclui a implementação da tecnologia. A participação social ocorreu de diversas formas, entre elas na presença em diversas reuniões, na mão de obra para construção dos sistemas, na contrapartida com recursos madeireiros para a obra, na logística para o transporte de materiais, e nas definições sobre o melhor arranjo da interface dos próprios sanitários. “Historicamente, o Instituto Mamirauá trabalhou com a participação das comunidades, ou seja, com a atuação das comunidades ribeirinhas. No caso dessa pesquisa, foi preciso ouvir, discutir as abordagens com a comunidade”, afirma João Paulo Borges Pedro, pesquisador do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pesquisa engloba o objetivo 6 da Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Organização das Nações Unidas (ODS/ONU), que pretende até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade. A Agenda da ONU é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Ela também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Os ODS são 17 metas globais estabelecidas em Assembleia Geral pela Organização das Nações Unidas. O estudo tem o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fonte: Portal Amazônia.