Tratamento de Água

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Os sistemas de tratamento de água são desenvolvidos de acordo com a necessidade do cliente por nossa equipe de engenharia altamente capacitada. Nossos sistemas são totalmente seguros e eficientes para entregar a mais alta qualidade ao consumidor final, proporcionando soluções personalizadas, em conformidade com todas as portaria e resoluções vigentes. As tecnologias aplicadas são diversas, desde tratamento convencional, dupla filtração, até tecnologias mais avançadas como osmose reversa entre outras. Para isto nosso time de engenheiros analisa os diversos aspectos do projeto, apresentando as soluções de melhor custo-benefício técnico e econômico. [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Você sabe a diferença entre tecnologias de Lodos Ativados x MBBR/IFAS?

Um dos grandes desafios dos últimos anos tem sido proporcionar a devida coleta e tratamento do esgoto sanitário nas cidades de nosso País. Neste contexto, as tecnologias de Lodos Ativados e MBBR/IFAS têm sido uma das mais utilizadas mundialmente. Mas você sabe a diferença entre elas? Ambas as tecnologias de tratamento utilizam o mesmo princípio básico: o cultivo de bactérias que consomem a contaminação presente no esgoto sanitário, liberando o efluente tratado, pronto para retornar à natureza. A tecnologia de tratamento de esgoto por lodos ativados conta com as bactérias suspensas no próprio fluxo líquido que, em presença de oxigênio, degradam a matéria orgânica. Para que o processo seja eficiente, retorna-se o lodo sedimentado com as bactérias do decantador secundário, do final para o início do processo biológico, onde retornam à atividade. A tecnologia de MBBR/ IFAS baseia-se nos mesmos princípios que a tecnologia de lodos ativados. A diferença consiste na introdução, ao longo do fluxo na ETE, de peças plásticas flutuantes com grande superfície de contato que têm a função de oferecer meio de fixação/aderência aos microrganismos, proporcionando uma concentração muito superior (resultando em menores volumes de tratamento). Em resumo, ambas as tecnologias possuem mesmo índice de eficiência em tratamento, uma vez que utilizam o mesmo princípio básico. O MBBR/IFAS requer uma menor área de implantação; o processo de lodos ativados requer menor índice de operação, sendo um sistema de concepção mais simplificada, mais utilizado a nível mundial. A NeoAcqua disponibiliza ambas as tecnologias. Nossa equipe especialista analisa caso a caso, gerando soluções personalizadas de acordo com a necessidade de cada projeto. Consulte-nos!

ESG e o Reuso

ESG: A sigla proveniente do termo em inglês Environmental, Social andGovernance – ou, em português, ASG, referindo-se à Ambiental, Social eGovernança, surgiu no mundo dos investimentos em meados dos anos 2000tendo o primeiro texto sobre o assunto publicado em 2004. O ESG aborda:Fatores ambientais: uso de recursos naturais, gestão de efluentes, gestão derecursos hídricos, gestão de resíduos, emissões de gases de efeito estufa,eficiência energética, poluição.Fatores sociais: políticas e relações de trabalho, inclusão e diversidade,engajamento dos funcionários, treinamento da força de trabalho, direitoshumanos, relações com comunidades, privacidade e proteção de dados.Fatores de governança: independência do conselho, política de remuneraçãoda alta administração, diversidade na composição do conselho deadministração, estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, ética e transparência.Principalmente nos últimos anos, tomou uma proporção imensa no mercado.Segundo dados divulgados pelo Jornal Valor Econômico, a captação derecursos dos fundos ESG em 2019 totalizava R$ 107 milhões, e encerrou o anode 2020 em R$ 4,43 bilhões. Esse aumento global de capital obviamentereflete no Brasil essa tendência. De acordo com levantamento da Morningstar eda Capital Reset, o Brasil em 2020 teve fundos ESG captando R$ 2,5 bilhões.O investimento ESG é aquele que incorpora esses aspectos como critérios naanálise de um negócio. Adotar esses princípios na análise de empresaspermite trazer questões que, além de serem fatores importantes para o bem dasociedade, afetam também os resultados das empresas. Com o tempo, essespontos estão se tornando críticos para o sucesso competitivo de longo prazo,impactando não só as decisões de compra dos consumidores, a percepção demarca, mas também os resultados financeiros. Portanto, as empresasprósperas serão aquelas que colocarem em primeiro lugar esses fatores.Do ponto de vista do que as empresas tem executado, esse trabalho ainda estáextremamente embrionário para que esses resultados de longo prazo sejamatingidos. Por outro lado, temos motivos para comemorar. Estamos vendo queo foco por parte dos investidores e por parte da sociedade, já tem surtidoefeitos no comportamento das companhias.Por outro lado, existe um ponto de atenção, o greenwashing. Tal termo podeser praticado tanto por empresas quanto por ONGs e até governos. Isso ocorrequando alguma dessas instituições promove discursos colocando-se comosustentável, mas, a teoria não compactua com a prática do dia a dia. E isso émais comum do que se imagina, uma pesquisa anônima da empresa HarrisPoll para o Google Cloud mostrou que 58% dos CEOs dizem que suasempresas praticam “greenwashing”. O levantamento ouviu 1.500 CEOs elíderes ao redor do mundo.Esse tipo de cenário, em que empresas fingem ser o que não são, faz com quealguns questionem se os fatores ESG terão de fato um impacto nocomportamento corporativo. Contrapondo esse questionamento, vamos aostrês principais pontos desse impacto: O engajamento dos Stakeholders e o comportamento dos consumidoresestá levando as empresas a abrirem os olhos e a se reinventarem; A regulação força, cada vez mais, os tópicos ESG; ESG tem sido um sinal particularmente eficaz de geração de retornopara todos os envolvidos.Para analisar o desempenho dessas empresas em se tratando dos fatoresESG, não existem padrões internacionais para avaliar uma empresa e, alémdisso, a divulgação dessas informações não é sequer obrigatória, pelo menospor enquanto. O lado positivo é que existem várias consultorias que vemcoletando diversos dados em relação a esses aspectos, criando metodologiaspara a definição de um “rating” (Sistema de notas).Com o objetivo de padronizar, alguns órgãos estabeleceram fatores relevantesde cada aspecto. Um dos principais, O SASB (Conselho de Padrões Contábeisde Sustentabilidade), realiza um importante trabalho de estabelecer padrões dedivulgação. Os tópicos de sustentabilidade do SASB são organizados em cincoamplas dimensões de sustentabilidade: meio ambiente, capital social, capitalhumano, liderança & governança e modelo de negócio & inovação.Dentro do tópico de meio ambiente, são abordados os fatores de: uso derecursos naturais, gestão de efluentes, gestão de recursos hídricos. Sendo deextrema relevância sob os aspectos de certificação e rating dessascompanhias.É então essencial implementar gestão hídrica e destinar os resíduos geradospela empresa de forma correta e efetiva. Ou seja, ter um projeto de gestãohídrica desenvolvido especialmente para atender essas necessidades.Promover reuso de águas pluviais, águas de drenagem, águas cinzas e esgotosanitário, são iniciativas que possibilitam uma melhor pontuação econsequentemente melhor imagem e retorno para a companhia.De forma conclusiva, fica evidente que é preciso e inevitável investir para obterretorno realista ligado à atividade do seu negócio. No aspecto do reuso, comtantas soluções disponíveis hoje em dia, é impraticável não as incorporar. Asempresas que tiverem coragem de investir e mudar suas práticas terão comorecompensa retorno financeiro, além da consciência limpa e a manutenção desua competitividade no âmbito do mercado.

Sistema de Tratamento e Aproveitamento de Água de Chuva

O Grupo Acqua finalizou mais uma instalação de Sistema de Tratamento e Aproveitamento de Água de Chuva. Este empreendimento residencial, localizado no bairro do Socorro, zona Sul de São Paulo, conta com uma vazão de tratamento de 2m3/h e a economia prevista mensal é de até 45 m³/mês. A água coletada nos telhados do empreendimento, com área total de 1.186 m², será tratada e utilizada na irrigação de áreas verdes no empreendimento residencial com duas torres. O sistema opera com eficiência plena e conta com a assistência e monitoramento técnico mensal fornecido pela empresa AcquaBrasilis através de um contrato de manutenção preventiva.

Os muitos benefícios do tratamento de esgoto

O acesso aos serviços de saneamento básico é um direito de todos os brasileiros, conforme está definido na Constituição Federal de 1988 e na Lei número 11.445/2007. E não há como desconsiderar os esforços na área ao longo dos últimos anos, embora não tragam resultados expressivos. De acordo com os dados do Instituto Trata Brasil – organização dedicada a estudos e pesquisas sobre saneamento básico e proteção dos recursos hídricos –, de 2010 a 2018 (relatório de 2020) a quantidade de brasileiros sem acesso à água, por exemplo, diminuiu de 19% para 16,4%. Mas hoje, ainda são mais de 33 milhões de brasileiros sem água potável em suas residências. Em relação ao esgoto, 46,9% não dispõem de serviço de coleta e 46,3% não contam com esgoto tratado relacionado à água consumida. Para se ter uma ideia desse problema, são despejados diariamente no meio ambiente uma quantidade que encheria 5.730 piscinas olímpicas. O presidente do Trata Brasil, Édison Carlos, acredita que é necessário investir mais em políticas públicas e em ações voltadas ao setor. “É preciso evoluir porque se continuarmos no ritmo atual o País demorará pelos menos mais 50 anos para universalizar os serviços de saneamento”, afirma. Levar água potável às pessoas, coletar e tratar esgotos, segundo o especialista, é a iniciativa mais elementar e mais importante de uma cidade. “Entre outros benefícios, previne doenças e protege o meio ambiente.” Ele explica que quando um município não tem essa estrutura à disposição, ao sair das casas o esgoto contamina o solo e os recursos hídricos, como córregos, rios e oceano. “E também leva adiante causadores de verminoses, parasitoses, leptospirose, dengue e outras doenças, sobrecarregando lá na ponta o sistema de saúde.” Aliás, em tempos de pandemia pela Covid-19, o acesso ao saneamento é ainda mais relevante, porque a falta de água impossibilita uma higienização adequada das pessoas, algo considerado essencial para combater o vírus. Desenvolvendo cidades A falta de acesso à água e ao tratamento de esgoto também traz impactos negativos ao desenvolvimento das cidades. Isso devido às enfermidades relacionadas tirarem pessoas do trabalho e das escolas, e a poluição desvalorizar imóveis, afastar turistas e novos investimentos. Como resultado, influencia na expectativa de vida, de renda e de escolaridade, aspectos que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ferramenta usada pela Organização das Nações Unidas para definir o grau de desenvolvimento de determinada sociedade. “Quanto maior a presença de saneamento maior será o IDH”, reforça Édison. Ele cita uma conclusão de um estudo do Trata Brasil sobre o tema: “Se o País investir em torno de R$ 500 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto os benefícios sociais e econômicos passarão de um R$ 1 trilhão”. Marco do saneamento Com a nova Lei número 14.026/2020, sancionada neste ano e que atualiza o marco legal do saneamento básico no Brasil, há a expectativa dos indicadores de abastecimento, coleta e tratamento evoluírem consideravelmente nesta e na próxima década. Com as novas regras, a meta nacional é possibilitar a 99% dos brasileiros terem acesso à água potável e 90% à rede de esgoto até o ano de 2033. Para isso ocorrer, todas as operadoras deverão comprovar, até março de 2022, suas capacidades técnica e financeira de levar seus municípios a esses esses novos indicadores. Se não conseguirem confirmar os requisitos, serão abertas licitações para que outras empresas possam prestar os serviços à população. “É uma lei muito bem-vinda, exigindo gestões mais eficientes por parte das instituições públicas ou privadas responsáveis pelo saneamento”, completa Édison Carlos. Nova gestão de coleta e tratamento na região Na Região Metropolitana de Porto Alegre, embora o acesso à água potável seja maior que a média nacional (apenas 6,7% da população não é atendida), somente uma entre três residências está coletando e tratando os resíduos de forma correta. Mudar essa realidade é o desafio da Ambiental Metrosul – uma das concessionárias da empresa Aegea Saneamento – ao assumir a partir deste ano os serviços de coleta e tratamento de esgoto em nove municípios vizinhos: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravatai, Guaiba, Sapucaia do Sul e Viamao. Por meio da Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), a Ambiental Metrosul suprirá a demanda de uma população estimada de 1,6 milhao de habitantes. A proposta é elevar a cobertura média de esgoto de 36% a 87,3% já nos 11 primeiros anos dos 35 de concessão, ajudando a diminuir a taxa de poluição dos rios Caí, Gravataí e dos Sinos. “A sinergia entre as equipes da Ambiental Metrosul e da Corsan facilita o avanço dos trabalhos e o cumprimento de todos os prazos previstos. Há o interesse comum de oferecer à população local mais acesso à saúde por meio da eficiência e da qualidade da prestação dos serviços”, destaca Ângelo Augusto Mendes, diretor-presidente da Ambiental Metrosul. O QUE ELES DIZEM Há o interesse comum de oferecer à população local mais acesso à saúde por meio da eficiência e da qualidade da prestação dos serviços. Ângelo Augusto Mendes – diretor-presidente da Ambiental MetrosulSe o País investir em torno de R$ 500 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto os benefícios sociais e econômicos passarão de um R$ 1 trilhão. Édison Carlos – presidente do Trata Brasil SAIBA MAIS A concessão permite a execução de obras de infraestrutura em esgotamento sanitário, melhorias, manutenção e operação dos sistemas. Saiba mais sobre esse tema: InvestimentosO contrato firmado entre a Ambiental Metrosul e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Corsan, prevê investimentos de R$ 1,77 bilhão, sendo R$ 1,4 bilhão da empresa, dividido em R$ 1,03 bilhão destinado à expansão do sistema de esgoto e R$ 374 milhões para ações comerciais e operacionais. A Corsan vai investir R$ 370 milhões. Volume atualHoje são 32 estações de tratamento e 96 estações de bombeamento nas nove cidades. Ao todo, 50 mil m³ de esgoto são tratados e devolvidos ao ambiente diariamente, correspondendo a somente 36% do volume total produzido. A meta é chegar a 87,3 %

Como a economia circular pode ajudar empresas a reduzir consumo de água

O Brasil passa pela maior crise hídrica em 91 anos, e nesse cenário, autoridades estão pedindo ou promovendo campanhas para que os setores produtivos e a população reduzam o consumo de água e de luz, já que a crise hídrica também já impacta na geração de energia. Dentre as alternativas, a chamada economia circular oferece técnicas a empresas que podem ajudar a evitar novas crises e amenizar a atual. Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) de 2017 mostram que os setores de irrigação, uso animal e de indústrias possuem os maiores consumos de água. Em relação ao retorno da água aos corpos hídricos (rios e cursos subterrâneos), o setor de abastecimento urbano é o que devolve a maior quantidade, seguido pelo de irrigação. Especialistas consultados pela CNN Brasil apontam que os setores empresariais ainda possuem espaço para economizar água e devolver quantidades maiores ao meio ambiente. Para isso, porém, é necessário uma visão mais sistêmica desse consumo, e é aí que entra a economia circular. Da economia linear à circular Renata Nishio, gerente técnica do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), explica que o modelo econômico predominante atualmente é linear. “Você consome qualquer item e no fim joga no lixo e vai parar em algum lugar em que nada dele é absorvido”, diz. Ela afirma que esse modelo acaba levando a um desperdício do esforço de produção daquele produto e dos recursos utilizados nesse processo. Foi a partir da tentativa de reverter esse desperdício que surgiu a economia circular. “Economia circular é fazer os recursos voltarem de alguma forma”, explica. Nishio diz que a economia circular propõe um fluxo em que os recursos e os produtos ligados às cadeias produtivas de empresas conseguem ser sempre reaproveitados. Se na economia linear um produto tem um “fim de vida”, na economia circular ele passará por processos como “redução, reuso ou reciclagem”, que o mantém nas cadeias produtivas. Nesse sentido, Aldo Roberto Ometto, professor da EESC-USP e coordenador do centro de pesquisa em Economia Circular do InovaUSP, vê a economia circular como um novo modelo econômico. “A primeira grande mudança é que, ao invés de verificar, como na economia linear, processos e como buscar melhorá-los, surge a visão de ter algo mais sistêmico, e que precisa de colaboração e organização ampla para funcionar”, afirma. A ideia da economia circular, portanto, é ir além de iniciativas de reuso e reciclagem que já são praticadas desde a década de 1980, oferecendo uma visão que integre diferentes empresas, setores e cadeias produtivas para reaproveitar recursos que, hoje, estão sendo desperdiçados. Para integrar as cadeias de fornecimento, é preciso olhar para quem vende e quem consome seus produtos, encontrando e incentivando formas de reaproveitar e economizar recursos em todas essas áreas. Mas a economia circular também busca melhorar os processos produtivos, com um esforço para desenvolver novas tecnologias e formas de produção que reduzam ao máximo o consumo de recursos naturais, e que consigam até retirar por completo a necessidade de utilizá-los. Ometto explica que a economia circular ganhou forças nos últimos anos após um relatório de 2014 do Fórum Econômico Mundial, que colocou a ideia como “a solução para acelerar e escalar as cadeias de suprimento globais”. “É por ela que a economia consegue gerar valores sem necessariamente se limitar aos recursos físicos, que são finitos”, diz. “Surgem modelos como compartilhamento, recuperação de produtos, insumos renováveis e produtos como serviços”, afirma o professor da USP. Ele considera que a economia circular “muda a visão de negócio da empresa”, mas que ela demanda uma metodologia própria, analisando fluxos e identificando como os recursos são usados e podem ser melhorados. Ou seja, a economia circular é uma forma de manter e expandir os níveis de produção atuais, mas evitando um consumo e desperdício maior de recursos. Entre esses recursos finitos está a água, que pode ser beneficiada por essa visão sistêmica. Melhoria de saneamento é essencial para economia de água Para Ometto, essa visão sistêmica que a economia circular traz, ou seja, ir além da própria empresa, quando aplicada ao recurso hídrico, mostra que a principal forma de reduzir o consumo e o desperdício desse recurso depende de infraestrutura. Ele aponta os altos níveis de locais sem água tratada, o desperdício de água durante seu transporte e a baixa qualidade em alguns locais. “No Brasil, 46% de todo o esgoto gerado não é tratado, esse é o dado mais importante, porque não é reutilizado e ainda contamina água e rios, é o pior caso de economia circular que podemos dar de exemplo”, destaca Nishio. “Estamos fazendo com que a água se torne lixo, esse é o grande risco para o Brasil”. A água que acaba sendo desperdiçada poderia ser enviada para estações de tratamento que conseguem deixá-la a níveis até de potabilidade, além de permitir usos em outras etapas da cadeia, como para aquecimento e resfriamento. Nishio considera que existem chances dessa prática aumentar após a aprovação do Marco do Saneamento, que cria diretrizes nacionais para a regulamentação e aplicação da água de reuso. “O grande impacto para a indústria ao utilizar a água de reuso é que os seres humanos sempre vão produzir esgoto, e usar essa água tratada dentro dessa planta, em seus processos, faz com que você deixe de utilizar água das bacias e rios da região, sai do risco de escassez hídrica. Mas depende de uma infraestrutura de transporte para isso, e não é barata”, diz. Para Nishio, as empresas já possuem hoje diversas medidas internas que buscam economizar água, tornar processos mais eficientes e reaproveitar o recurso. Assim, é necessário sempre buscar a melhoria desses processos, mas também ir além. “Não adianta hoje a empresa fechar o circuito de água e achar que já fez sua parte, porque pode nem haver água para consumir”, afirma Ometto. Assim, ele defende ações que vão além de economias internas. Uma delas seria as próprias empresas investirem na melhora de tratamento de água nas cidades em que atuam, já que a melhora da qualidade de água também torna os processos mais eficientes. O

Professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Cortês, avalia que falta comunicação do governo de São Paulo e da SABESP junto à população

O principal reservatório de água para região metropolitana de São Paulo está em alerta. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 7 milhões de pessoas por dia, atingiu 38% de volume útil. Para o professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Cortês, a atual emergência hídrica na região é mais severa do que a enfrentada na década passada. “Ela é pior do que a de 2013 porque hoje nós temos 20% menos água armazenada do que no período anterior”, disse à CNN. Como solução, Cortês sugere que a Sabesp retome algumas ações, como a de bônus que premia a economia de água. “Portanto, quem gastasse até o limite da sua média mensal, teria um preço por metro cúbico menor do que a tarifa normal. E quem gastasse acima da média, teria uma sobretaxa em todo o consumo. Isso foi muito útil para reduzir o consumo”, explica. “A Sabesp tem uma ação com grandes consumidores, em que ela oferece uma tarifa diferenciada, desde que estes grandes consumidores, como shopping centers, indústrias, mantenham o consumo muito elevado. O que é um contra senso num momento de escassez que estamos enfrentando agora.” O professor avalia que falta comunicação do governo de São Paulo e da própria Sabesp junto à população a fim de informar com exatidão os dados e o real cenário, já que é provável que no final do ano os reservatórios estejam em 20%. “As diversas projeções que vêm sendo apresentadas pelo Comitês das Bacias Hidrográficas do PCJ, que atende Campinas, pelo Cemanden, e nas projeções da própria Sabesp, que foram apresentadas esta semana em um evento no Instituto de Estudos Avançados da USP, dão conta de uma gravidade muito grande, muito intensa. As projeções dão conta que nós poderemos chegar no final do ano com um volume pouco acima de 20%.” Além disso, ele acrescenta que apesar de evitarem o uso do termo “racionamento”, ele já vem sendo aplicado. “A Sabesp informa diariamente em seu site onde ela reduz a pressão para determinados bairros ao longo do dia, durante várias horas, e se a localidade é muito distante, chega a cortar essa água, e isso é uma forma de rodízio que vem já penalizando a população depois da crise hídrica e eu acredito que a SABESP venha a intensificar essa prática.” Fonte: CNN

Captação de água em Salto (SP) zera e moradores enfrentam torneiras secas

Quem tentou abrir a torneira para lavar a louça ou até cozinhar em Salto, cidade a 80km de São Paulo, não conseguiu fazer nada disso. Toda a cidade está hoje sem abastecimento de água porque a captação está praticamente zerada. Quando o auxiliar de produção Ricardo Porto, 32, que mora no bairro Jardim Primavera, foi se arrumar para trabalhar hoje, notou que algo estava errado. “Fui escovar os dentes e, quando abri a torneira, não saiu nada. Como sabia que aquela é de água que vem da rua, abri o chuveiro, que tem água da caixa, e tinha. Aí percebi que seria um dia difícil”, afirma. Não só para ele. Toda a cidade, que tem aproximadamente 120 mil habitantes, está sem água “pelos próximos dias”. A decisão foi tomada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), depois da avaliação de um índice preocupante. Aproximadamente 80% da cidade é abastecida pelo Ribeirão Piraí. Hoje, a água não chegou nem ao número 0 da régua de medição, e as bombas não conseguiam chegar no pouco que sobrou. “A equipe técnica que monitora o Plano de Racionamento, decidiu fechar a cidade toda, como medida emergencial, para evitar o colapso do sistema e conseguir recuperar o nível dos reservatórios para os próximos dias”, informa o órgão. Há 100 dias não chove no município, que já tinha adotado o racionamento há cerca de um mês. A partir de amanhã, inclusive, um esquema ainda mais rígido começa a funcionar. A cidade foi dividida em quatro grupos, considerando bairros mais populosos e os que ficam em áreas mais altas da cidade, e a divisão por ETA (Estações de Tratamento de Água). Um grupo de cada ETA ficará sem água das 8h às 20h. O outro grupo, das 20h às 20h do dia seguinte. “Falta chuva, o tempo está seco. Tem muita gente que desperdiça. Está complicado”, finaliza o auxiliar de produção. Falta de água na cidade vizinha Em Itu (SP), que fica ao lado de Salto, a falta d’água lembra a situação de 2014, quando houve até quebra-quebra e confusão durante protestos por causa do racionamento, que durou mais de 10 meses. “Vou ser sincera: tenho medo de ter que comprar um caminhão-pipa com os vizinhos de novo”, lamenta a empresária Daiane Alcântara, que vive no bairro de Jardim Novo Itu. Há sete anos, um grupo da rua se juntou para a comprar água de um caminhão-pipa para garantir o abastecimento nas casas. Na época, fez com que até as empresas do ramo tivessem que se adaptar à nova rotina. O novo rodízio de água começou em 1º de agosto, e foi aumentado na última quinta-feira. Agora, o abastecimento é feito um dia sim, dois dias não. Segundo a CIS (Companhia Ituana de Saneamento), quatro das nove bacias de captação de água estão com 5% da capacidade. Racionamento é “quase certo” em Valinhos Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas (SP), é a primeira cidade da região a anunciar abertamente a possibilidade de racionamento, que será decidida nesta segunda-feira. Hoje falta água desde o começo da manhã nos bairros mais altos do município, que tem mais de 130 mil habitantes. Caminhões-pipa estão sendo utilizados para abastecer as caixas d’águas existentes nessas regiões, porém duas das quatro barragens municipais estão com menos de 30% da capacidade — uma delas está com apenas 5%. “Enfrentamos um cenário de estiagem severa, tal como todo o Sudeste do Brasil. Frente à soma de fatores de clima, falta de chuvas e alto consumo, Valinhos está sim caminhando ao sistema de rodízio de fornecimento de água”, disse o presidente do DAEV (Departamento de Água e Esgoto de Valinhos), Ivair Nunes Pereira. Fonte: Notícias UOL

Singapura se impõe como modelo mundial de tratamento de águas residuais

Quase 80% das águas residuais do mundo são despejadas na natureza sem nenhum tratamento, com todos os riscos à saúde que isso acarreta. Em um momento em que o aquecimento global ameaça nossos recursos hídricos, Singapura recicla 40% de suas águas residuais e quer aumentar ainda mais essa porcentagem Olhando para o clima em Singapura, é difícil perceber sique o país está sob estresse hídrico, admite o professor Shane Snyder, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental e Hídrica. “Chove o tempo todo, mas falta água, parece loucura! Mas faz sentido: Singapura é um país pequeno com uma das maiores densidades do mundo. Então não há espaço para coletar essa água da chuva. Há infraestrutura para dessalinizar a água do mar, mas isso consome muito mais energia do que reciclar a água residual”, explica. Assim, a água que vai para os vasos sanitários percorre quilômetros de canos, bombas, filtros e raios ultravioleta para então emergir límpida e potável nas torneiras de indivíduos e de muitas indústrias que precisam de água de pureza absoluta. Uma metamorfose sem fim da qual Singapura se orgulha, conforme mostrado em um vídeo da Agência Nacional de Águas. “Reciclar águas residuais é um pouco como mágica ou alquimia. Ninguém quer esgoto, e nós estamos transformando-o em um recurso útil e valioso”, orgulha-se o vídeo promocional. Bom investimento Para o professor Snyder, a maneira de Singapura economizar seus recursos hídricos é difícil de comparar e de replicar. “Muitas vezes as cidades esperam enfrentar crises ambientais terríveis para dizer a si mesmas: ‘provavelmente seria bom reciclar a água’. Mas, infelizmente, criar esse tipo de infraestrutura leva muito tempo”, explica o especialista. Singapura, por sua vez, investiu mais de € 6 bilhões para tentar tornar seus 728 quilômetros quadrados de terreno mais hidraulicamente independentes. Fonte: Bol

Você sabe o que significa ESG?

O termo ESG é a sigla, em inglês, para “Environmental, Social & Governance” que, traduzido para o português, significa Ambiental, Social e Governança. A expressão, geralmente, é usada para medir as práticas ambientais, sociais e de governança que uma empresa aplica,  demonstrando o quanto o negócio procura agregar de forma a: Minimizar seus impactos no meio ambiente; Construir um mundo mais justo e responsável para as pessoas à sua volta; Manter os melhores processos de administração. Por meio desses critérios, o termo ESG tem como meta ajudar a determinar melhor o desempenho financeiro futuro das empresas. Por que devemos nos importar com o ESG? Sustentabilidade ou resultados: quem disse que precisa escolher só um? Pois bem, engana-se quem pensa que construir um mundo mais sustentável não significa, também, ter bons resultados financeiros em uma empresa. Pelo contrário: cuidar do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar melhores práticas de governança são, sim, fatores que ajudam no balanço das empresas – e esse é um dos motivos para que a sigla ESG tenha se tornado popular. Aliás, os princípios da ESG vêm se mostrado lucrativos e interessantes para o mercado empresarial, já que, além de contribuir para um mundo mais ético, saudável e justo, mostraram-se associados a benefícios como redução de custos, solidez e resiliência – fatores mais que bem-vindos, especialmente, em um contexto de pandemia. Deste modo, empresas com o ESG implementado tem atraído cada vez mais investidores, sendo constantemente valorizadas. Desta forma, conseguimos entender que o valor agregado do ESG ajuda a maximizar retornos e minimizar riscos, construindo um mundo melhor no processo. Como funciona? Para um empresa estar adequada aos parâmetros do ESG, geralmente, são observados e estudados fatores como: Ambientais: uso de recursos naturais, emissões de gases de efeito estufa (CO2, gás metano), eficiência energética, poluição, gestão de resíduos e efluentes; Sociais: políticas e relações de trabalho, inclusão e diversidade, engajamento dos funcionários, treinamento da força de trabalho, direitos humanos, relações com comunidades, privacidade e proteção de dados; Governança: independência do conselho, política de remuneração da alta administração, diversidade na composição do conselho de administração, estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, ética e transparência. ESG e investimentos   A tendência mundial é a adoção de práticas de ESG pelas companhias que pretendem permanecer rentáveis no mercado, em longo prazo . Isto, porque, além de ajudar a manter a lucratividade delas, os investidores estão de olho nessas iniciativas e as consideram cada vez mais prioritárias na hora de sua escolha para alocação de ativos. De forma mais resumida, ESG pode ser usado para investimentos com critérios de sustentabilidade e sobrevivência no longo prazo da companhia. Ou seja, em vez de analisar apenas índices financeiros, por exemplo, investidores também observam fatores ambientais, sociais e de governança de uma companhia. Isto, porque, os investidores procuram ativos seguros para investimento e hoje enxergam que, quando os parâmetros regidos pelos parâmetros do ESG não são obedecidos, as empresas tendem a ter lucro e vida útil menor, além de perder comparativamente para outras. Está curioso para saber mais sobre como aplicar nesse tipo de negócio? Então, no Brasil, uma boa alternativa para quem deseja investir em empresas comprometidas com a sustentabilidade são os fundos de investimento. Conhecidos como ‘fundos ESG’, não é de se estranhar que essa opção tem ganhado cada vez mais atenção, mesmo não chegando a ser uma novidade no mercado. Muitas entidades e ativistas já pressionam empresas e governos, há décadas, para diminuir emissões de carbono e poluentes. Hoje, as empresas buscam soluções e mudanças para se alinharem a este novo propósito.